CHUVA

VÍDEO: Upa Norte é invadida pela água e atendimento é retomado após 12 horas

Água estragou muitos materiais, computadores e desde o ano passado, funcionários denunciam o descaso e o abandono da unidade

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A chuva forte da tarde de sábado (04) inundou a Upa Norte que precisou suspender os atendimentos por 12 horas até a manhã deste domingo (05) no bairro Vargem Grande em Florianópolis. Por causa da falta de manutenção no telhado e nas calhas do prédio, a água inundou as salas inferiores por meio do forro. A água estragou computadores, materiais e equipamentos usados no atendimento aos pacientes. Desde o ano passado, funcionários denunciam o descaso e o abandono da Upa Norte.

Todos os pacientes que estavam no local foram transferidos para a Upa Sul. A limpeza na Upa foi feita pela Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) com a supervisão do prefeito Gean Loureiro que esteve no local. A Prefeitura de Florianópolis divulgou uma nota dizendo que ainda existe um ‘monitoramento’ para verificar se haverá novas infiltrações. Questionada sobre o balanço final dos serviços que foram feitos para manutenção da Upa, para evitar que episódios como esse se repitam, uma representante da assessoria disse que “não há muito o que acrescentar”.

Uma fonte que trabalha na Upa Norte informou ao Jornal Conexão que os problemas com o telhado da Upa já haviam sido alertados à prefeitura. O local enfrenta restrições no atendimento sem aparelho de raio x e especialidades médicas. O atendimento é precário há mais de um ano. Na temporada passada, gestão de César Souza Júnior, houve falta de materiais básicos como linha de sutura, medicamentos e álcool gel.

Antes da virada do ano, o prefeito Gean Loureiro esteve na Upa Norte acompanhado pelo secretário Carlos Alberto Justo, o professor Paraná, onde viu a situação enfrentada pelos trabalhadores da Upa e pacientes. Na ocasião, somente um banheiro estava em funcionamento, já que os demais enfrentavam problemas de entupimento.

As obras de construção da ‘Upa da Criança’ estão totalmente abandonadas. As mesmas obras causam uma infestação de moscas e mosquitos na sala de atendimento e classificação de pacientes. Ainda não há previsão para retomá-las.