CRIME

Turista de São Paulo pode ter sido morto por engano, diz delegado

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Homem executado na Praia do Moçambique era turista de São Paulo
Foto: Jornal Conexão Comunidade

A morte do turista de São Paulo na segunda-feira (11) na Praia do Moçambique em Florianópolis já está sendo investigada, sendo que uma das principais linhas é que Jadson Andrade, de 30 anos, pode ter sido confundido com um integrante de uma facção criminosa rival a que opera dentro e fora das penitenciárias em Santa Catarina. Ele estava hospedado com uma amiga na Praia de Canasvieiras e ela teve que reconhecer o corpo no Instituto Médico Legal (IML).

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“Por enquanto o que temos são informações. Já estamos identificando os possíveis envolvidos, mas em princípio foi morto por engano sim”, disse o delegado.

Mesmo que o delegado tenha afirmado no início da investigação que o crime tinha relação com o tráfico de drogas, uma amiga ouvida pelo Jornal Conexão Comunidade desmentiu e disse que Jadson não tinha relação com ilícitos e atuava no ramo do comércio. Mais tarde, o delegado desfez a declaração afirmando que a vítima poderia ter sido morta por engano. A informação de que o morto era turista de São Paulo foi divulgada com exclusividade pelo Jornal Conexão Comunidade.

Reprodução
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“Eu não disse. Eu nunca disse isso. Pergunta pro Diário Catarinense o que eu disse. Eu nunca disse isso”, disse o delegado Ênio Matos.

Clique e leia a reportagem do Diário Catarinense

A irmã da amiga de Jadson contou como foi o domingo dos dois. Eles foram a praia e depois ele saiu sozinho afirmando que ia jantar. Desse instante, ele não foi mais visto por ela.

“Eles passaram o domingo na praia. Lá pelas 17h ele saiu e disse que ia jantar. Minha irmã tentou falar com ele, mas o telefone deu na caixa de mensagens. (…) A nossa amiga ligou no IML e um cliente meu mandou a reportagem do vocês falando que um corpo tinha sido encontrado”, disse a irmã da amiga da vítima.

VÍDEO

A execução de Jadson foi gravada em dois vídeos que circulam nas redes sociais. O primeiro mostra ele dentro de um carro com a boca já machucada e marcas de sangue. Ele aparece com uma arma de cor preta apontada para a cabeça. Na cena, os bandidos fazem uma roleta russa, apertando o gatilho e as balas não saem. Na sequência seguinte, eles já estão na Praia do Moçambique e os bandidos disparam a queima roupa contra Jadson.

Nos diálogos, os bandidos dizem que ele pertence a uma organização criminosa de São Paulo e que está ocupando pontos de tráfico no Norte da Ilha. Até o nome da cadeia de Tremembé, município que a 150 km de São Paulo Capital foi citada.