Silvio Souza: “Controle remoto… O todo poderoso”

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colunista-silvio-bannerOutro dia estava pensando na loucura que é um controle remoto. Quem por ventura já não se viu procurando um controle remoto?

Lá em casa criaram até uma caixinha, fizeram uma mesa redonda e a ordem foi dada: A partir de agora os controles remotos somente devem ser guardados na caixinha.

Confesso que quando procuro, nunca está na tal caixinha. Este dia revirei almofadas, olhei embaixo do sofá, na estande, dentro do refrigerador e nada, cheguei a desconfiar seriamente que meu gato estava me sacaneando, tal o jeito que ele me olhava procurando aquele controle.

Estava quase entrando em parafuso, xingando o mundo, quando alguém gritou: Vê se não tá no banheiro. Pior…estava.

Agora, me diz: O que faz alguém levar um controle para o banheiro. Só pode ser ânsia de poder.

E o tal de mudar de canal?  Fico desesperado, tonto, quando o controle está na mão do meu filho. É um tal de: pra cima, pra baixo, pro lado, lentamente, rapidamente. É um horror.

Um filho grita: Deixa aí, outro fala “este programa não presta” outro se irrita e sai da sala e eu…ali feito um babaca, assistindo fragmentos de programa e esperando alguma decisão ser tomada.

Nesta guerra pelo controle coloco o meu colete a prova de bala, capacete, sento em um canto do sofá, de preferência de costas para a parede e fico bem quietinho. Vai passar. E…geralmente passa.

Outra coisa: pilha fraca em controle também me deixa maluco. Meu dedo chega a ficar roxo apertando o botão, e se não funciona vou esticando o braço em direção a TV, me levanto e chego a encostar na TV.

Meus filhos com mais experiência, dão umas batidinhas com o controle na mão, na perna ou no braço do sofá…abrem a tampinha do compartimento das pilhas dão uma rodadinha nas mesmas e pronto. Funciona.

E quando temos uma visita assistindo TV conosco. Que pepino. Situação difícil. Eu sinceramente não sei o que faço. Nunca sei se o programa está agradando a visita…De vez em quando dou uma olhada de “rabo de olho“ e tento captar se a visita está gostando, seja um sorriso, um brilho nos olhos, um comentário. Qualquer gesto serve para a minha análise.

Certa vez estava tão desconfortável que não resisti e entreguei o controle remoto para a visita.  Aliás entregar o controle pra visita é uma relação de extrema confiança. Vocês não acham?

O controle remoto tornou-se o verdadeiro terror das agências de publicidade e propaganda. Como segurar alguém assistindo uma propaganda, se ao primeiro sinal de intervalo…lá vamos nós viajando pelos canais.  Até que alguém diz…volta lá…vê se já não começou.

Antigamente as nossas TV’s não tinham controle. Ficávamos horas assistindo a um mesmo canal. E não pensam que a briga não existia. Existia sim, era para ver quem iria levantar e trocar de canal. Lembro que quando criança, sempre sobrava para nós a troca de canal. Pai e mãe ficavam sentados. E nós de pé ao lado da TV trocando de canal até que alguém desse a ordem: Deixa aí. Ainda bem que eram poucos os canais.

Também me lembro que a troca era feita, rodando um botão, chamado seletor de canais e que segundo os meus pais devíamos girar lentamente para não desgastar a engrenagem. Minha mãe dizia que aquilo era caríssimo. Que loucura.

Atenção: Se na sua casa você sempre encontra seu controle, não mudam de canal quando você está assistindo, e seu controle não tem pilhas fracas, você é um felizardo. Parabéns.

E …aproveite bem quando estiver com o controle na sua mão. A sensação é muito boa.

Até breve e boa semana