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REAPROVEITAMENTO

Resíduos de boi e pescados viram novamente alimento em SC

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Resíduos de boi e pescados viram novamente alimento em SC

Foto: Divulgação

O desperdício de alimento é uma situação grave e vem alarmando diversos estados brasileiros. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, 100 milhões de pessoas morrem, por ano, vítimas da fome e em situação de insegurança alimentar. Esses dados seriam sanados se, no país, não fosse desperdiçado 40 mil toneladas de alimento por dia. O brasileiro tem a cultura da fartura e abundância, de mesa farta. O resultado disso é o desperdício e muita comida, consequentemente, vai para o lixo.

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Um dado da Embrapa são os sete milhões de frutas e quase seis milhões de toneladas de hortaliças produzidas no Brasil que se perdem no caminho entre o campo e o consumidor final. Paralelo a isso existe o desperdício no consumo de pescados. Apenas 30% do peixe chega à mesa do consumidor e os outros 70% são desperdiçados por não terem valor comercial. Já no consumo da carne de boi e porcos o desperdício é menor e 20% da carne bovina e suína não chega ao consumidor final. E é pensando nisso, que duas empresas catarinenses reaproveitam toneladas de resíduos bovinos e de peixes que seriam descartados.

Para contribuir com o mercado de reciclagem e para evitar mais desperdício de alimentos, as empresas: Marinho, com sede em Camboriú, e Agroforte, nas cidades de Laguna e Biguaçu, beneficiam por dia, cerca de 200 e 300 toneladas, respectivamente, de resíduos de proteína animal que iriam parar em aterros sanitários ou lixões. Esses resíduos reaproveitados são transformados em farinha e óleo. Desse insumo 25% é farinha, 5% é óleo e 70% é agua, que a empresa devolve, dentro dos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes, para o meio ambiente.

Para o Presidente da Câmara de Qualidade Ambiental da FIESC, é essencial o crescimento desse segmento no estado de Santa Catarina. “É fantástica essa questão de você ter numa indústria que pega resíduo da indústria do pescado e produzir um óleo a base de ômega 3. Isso tem uma agregação de valor, uma qualidade, uma tecnologia fantástica em cima disso. Isso é muito importante e nós precisamos fomentar isso”, afirma José Lourival Magri.

O insumo, que é produzido nas indústrias de reaproveitamento, são processados por equipamentos da alta tecnologia da Europa, o que torna a farinha e óleo uma base perfeita para a fabricação de ração para pets, de alta qualidade e que serão vendidas no Brasil e no exterior.

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