VISÃO ESTRANGEIRA

Reportagem do jornal argentino ‘El Clarín’ visita praias do Norte da Ilha

Fim das restrições ao câmbio do dólar e desvalorização econômica do real dão mais conforto financeiro aos 'hermanos'

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A reportagem do principal jornal argentino visitou o Norte da Ilha para identificar a preparação e a realidade econômica que deve ser constatada por pelo menos 500 mil ‘hermanos’ que vão visitar o litoral brasileiro. O texto do repórter Diego Gueddes do Clarín diz que o principal destino será Florianópolis e destacou a desvalorização do real como um dos fatores que vai dar mais possibilidades financeiras aos argentinos. Será bem diferente da última temporada, quando o Jornal Conexão Comunidade (JCC) entrevistou uma família de argentinos que trouxe do país de origem todos os alimentos não perecíveis, já que comprar aqui seria muito caro.

Pelas ruas de Canasvieiras, principal reduto de estrangeiros no Norte da Ilha, um cambista disse ao jornal que “com U$ 200 dólares os argentinos vão fazer a festa por aqui”. O texto aborda que o mesmo sujeito, também oferece aluguéis de apartamentos e carros durante a temporada de verão. “Agora sim, vamos ter turistas como na velha época. Os últimos cinco anos estiveram fracos. Tudo vem em boa hora”, disse o cambista enquanto trocava dólares por reais para um casal de argentinos na frente do repórter.

O levantamento do periódico aponta que um prato de ostras sai por U$ 4 dólares, menos de R$ 20 reais, e uma lata de cerveja sai por menos de U$ 1 dólar. Já um prato de camarões a milanesa foi encontrado pelo jornal a R$ 45 reais, cerca de dez dólares.

Os locais de permanência, quase estão esgotados para o mês de janeiro. A corretora Gisele Kremer disse ao Clarín que acredita que toda a Argentina vem para cá a partir de 15 de janeiro. Os preços identificados pelo repórter variam entre U$ 60 e U$ 100 dólares na maioria dos aluguéis. O mesmo ocorre na Cachoeira, Ingleses, Jurerê, praias mais visitadas.

DÓLAR

A moeda americana é muito utilizada na Argentina. Porém, nos últimos anos, o governo de Cristina Kirchner barrou a troca da moeda, o que possibilitou muitas dificuldades para os turistas argentinos aqui. Muitos utilizavam o cartão de crédito ou débito com uma taxa superior a 35%. O novo governo de Mauricio Macri promoveu o fim das restrições cambiais na Argentina nos últimos dias. “Quem quiser importar ou exportar ou comprar dólares vai poder fazê-lo, ninguém vai ser perseguido”, disse o novo ministro da fazenda que estuda um novo plano econômico para contornar a enorme crise deixada pelo governo passado.