REPORTAGEM EXCLUSIVA

Prefeitura já gastou R$ 1,1 milhão em reforma de escola com quatro anos

Valor investido até agora poderia pagar 1/4 da nova creche que está sendo construída pela prefeitura nos Ingleses

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Fotos: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade
Fotos: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade

Mesmo que a assembleia dos servidores defina a volta aos trabalhos após a greve, a maior escola da rede municipal de Florianópolis não terá como iniciar as atividades nesta quarta-feira (08). A prefeitura já gastou mais de R$ 1,1 milhão em reformas na Escola Herondina Medeiros Zeferino, desde a inauguração em 2012. Os problemas estruturais colocam em risco os mais de 1,5 mil alunos da instituição, devido qualidade duvidosa da obra da escola. O valor investido até agora poderia pagar 1/4 da nova creche que está sendo construída pela prefeitura nos Ingleses.

Estragos após as chuvas na escola Herondina impossibilitam início de ano letivo
Fotos; Escola Herondina Medeiros Zeferino / Divulgação

A forte chuva da semana passada, causou problemas no telhado que havia sido reformado no final de 2016. Com a infiltração da água sobre a lage, salas de aula ficaram inundadas e a Escola Herondina perdeu livros, equipamentos eletrônicos e materiais pedagógicos. O piso, trocado na reforma, estufou por causa da água, além de materiais pedagógicos perdidos. Os problemas estruturais que colocam alunos em risco se arrastam desde a inauguração.

Foto: EBM Herondina Medeiros Zeferino / Divulgação
Foto: EBM Herondina Medeiros Zeferino / Divulgação

Com duas quadras descobertas e um ginásio, a escola só dispõe de apenas uma área liberada, já que o ginásio e a quadra nova estão interditados desde o vendaval de dezembro. Segundo o diretor William Marques Pauli, se as aulas começassem, as atividades de educação física seriam em sala de aula ou no pátio que não dispõe da estrutura necessárias para as atividades.

A primeira reforma, que contemplou a construção de uma quadra nova, ocorreu em 2015, custando R$ 700 mil aos cofres da prefeitura, promoveu diversas melhorias. As pastilhas azuis que estavam caindo em frente a escola (foto destaque) e colocavam em risco as crianças, foram substituídas. Os problemas não param por aí, muitos vidros das janelas da instituição se quebravam por serem muito finos. Na conta final, pisos foram trocados em 2 mil metros quadrados na instituição, 190 janelas serão modificadas além de 35 portas.

No meio do ano passado, uma nova licitação ao valor de R$ 400 mil modificou todo o telhado do vão central da escola. A área possui grande circulação de crianças durante o ano letivo.

O diretor afirmou que a unidade está sem água e é necessária uma revisão completa do encanamento. Técnicos da prefeitura tem vistoriado a instituição, porém eles não entendem da área de encanamento, garantiu o diretor que também relatou que seria necessária uma limpeza na caixa d’água.

PARA O ANO LETIVO

Tradicionalmente, a prefeitura realiza uma dedetização da escola, coisa que ainda não ocorreu e baratas circulam livremente pela cozinha. Segundo a escola, a merenda para atender os alunos, não foi recebida. Apenas algumas frutas chegaram nesta terça-feira (7).