MEIO AMBIENTE

Polícia pede que cobras não sejam mortas pelos moradores do Norte da Ilha

Devem ser acionados a PM ambiental ou o Corpo de Bombeiros para que o réptil seja removido com segurança e classificado pelas autoridades

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Sabe aquela história de matar a cobra e mostrar o pau? A Polícia Militar Ambiental recomenda justamente o contrário. Quando uma cobra aparecer em uma residência, o ideal é chamar a corporação ou o Corpo de Bombeiros para que o réptil seja removido com segurança e classificado pelas autoridades. Depois que o Jornal Conexão Comunidade publicou reportagem sobre o aparecimento das serpentes, novas cobras apareceram surgiram. Nas fotos acima, é possível ver animais flagrados em dois bairros do Norte da Ilha. Na semana passada, duas cobras foram flagradas em uma casa do Sítio de Baixo.

Uma delas apareceu na casa de Daiane Machado Adriano, no Capivari dos Ingleses. “Estávamos sentados na frente de casa tomando chimarrão e meu marido que viu a gata brincando. Ele pensou que era uma minhoca porque era bem fininha”, contou. Depois, a cobra foi morta. O mesmo ocorreu no jardim de uma residência no bairro Vargem Pequena, quando outra cobra apareceu.

Segundo a PM, o aparecimento delas é normal, em virtude da vegetação próxima as casas, materiais de construção acumulados e neste período de chuva, muitas procuram locais secos. “Normalmente nossa cultura é de matar esses bichos. Já pega uma madeira e já sai matando o animal. É uma cultura desde Adão e Eva, quando deu problema com a serpente. (…) O ideal é identificar para saber se é peçonhenta ou não, mesmo a serpente estando morta”, disse o sub tenente Marcelo Verondino Duarte da Polícia Militar Ambiental.

Entre as cobras comuns no Norte da Ilha e que não possuem veneno estão a Jararaca Dormideira, cobras d’água e Caninanas. Por outro lado, os animais perigosos por causa da peçonha são Cobra Coral e a Jararaca comum. Só 3% das cobras que circulam na região são venenosas.

O telefone de contato para acionar a PM ambiental no Rio Vermelho é o (48) 3665 4487. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193.

APRENDA A IDENTIFICAR AS COBRAS:Polícia pede que as pessoas não matem as cobras que aparecem no Norte da IlhaJARARACA DORMIDEIRA (ou da mata) – Apresenta até 1,6 metro, cor marrom com amarelo escuro com rajas preta. É muito comum encontrá-las em hortas e jardins, geralmente ficam enroladas e imóveis esperando a noite para controlar o crescimento populacional das lesmas.Polícia pede que as pessoas não matem as cobras que aparecem no Norte da IlhaJARARACA COMUM – Essas serpentes apresentam grande variação em tamanho, as menores espécies não ultrapassando setenta centímetros e as maiores atingindo cerca de dois metros de comprimento. A maior parte das espécies é terrestre. As jararacas se alimentam de pequenos roedores, principalmente de ratos. Eventualmente fazem outras vítimas como batráquios (rãs e sapos) ou mesmo outros répteis (lagartos de pequeno porte). As jararacas têm hábitos noturnos. As cores proporcionam ótima camuflagem.Polícia pede que as pessoas não matem as cobras que aparecem no Norte da IlhaCANINANAS – A caninana pode atingir cerca de 4 metros de comprimento e é bastante rápida e ágil. Apesar de ser bastante agressiva, a caninana não é peçonhenta. Alimenta-se principalmente de roedores arborícolas e pequenas cobras.Polícia pede que as pessoas não matem as cobras que aparecem no Norte da IlhaCOBRA CORAL – As corais são noturnas e vivem sob folhas, galhos, pedras, buracos ou dentro de troncos em decomposição. Apresentam uma peçonha de baixo peso molecular que se espalha pelo organismo da vítima de forma muito rápida. A coral necessita ficar “grudada” para inocular a peçonha pelas pequenas presas. A cobra-coral é tão peçonhenta quanto uma Naja. A sua peçonha é neurotóxica, ou seja, atinge o sistema nervoso, causando dormência na área da picada, problemas respiratórios (sobretudo no diafragma) e caimento das pálpebras, podendo levar uma pessoa adulta ao óbito em poucas horas.Polícia pede que as pessoas não matem as cobras que aparecem no Norte da IlhaCOBRAS D’ÁGUA – é uma serpente aquática que habita preferencialmente zonas litorais. É uma espécie considerada vulnerável, em termos de conservação. No Brasil, pode ser encontrada nos estados de Espírito Santo, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Paraná.