REPORTAGEM EXCLUSIVA

“Meus colegas me devolveram a vida”, diz Bombeiro salvo de três paradas cardiorrespiratórias

Ele contou em entrevista exclusiva ao Jornal Conexão Comunidade como foi o atendimento que salvou a vida

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"Meus colegas me devolveram a vida", diz Bombeiro salvo de três paradas cardiorrespiratórias
Foto: Jornal Conexão Comunidade

As férias em família começaram perfeitas para um Bombeiro em Canasvieiras. Vindo do sul gaúcho, o 1º Sargento do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, Francisco Rogério Ferreira Farias, passou por um dos maiores desafios da vida. Três paradas cardiorrespiratórias separaram ele das férias de um renascimento. Após dois dias aproveitando a Ilha, ele começou a passar mal na madrugada de 3 de Abril na pousada onde estava hospedado no Norte da Ilha. Com um suor intenso e uma dor forte no peito, ele mesmo decidiu ligar para o telefone de emergências dos Bombeiros (193), onde passou o quadro que sentia com exatidão ao atendente do plantão, se identificando como bombeiro. Em cinco minutos, a ambulância da guarnição que atende a região estava chegando ao local. Ele contou em entrevista exclusiva ao Jornal Conexão Comunidade como foi o atendimento.

“Eles chegaram e avisei a minha esposa: te prepara que o bicho vai pegar. Já estava prevendo algo muito sério. Não lembro muito do que aconteceu depois. (…) Conforme o relato da minha mulher, eu cheguei na ambulância, eles começaram a fazer a massagem cardíaca. Ela disse que assistiu um filme de terror. Me levaram de Canasavieiras até a Upa Norte, o tempo todo me massageando. Ao chegar lá, fui entubado e sedado, e fiquei aguardando até a transferência para o Hospital Regional”, afirmou.

Segundo os médicos, Francisco se salvou por um milagre, devido a ação dos colegas que, segundo ele, lhe devolveram a vida. A vítima chegou a ficar internada na UTI do hospital, mas já está em um quarto acompanhado da família. Emocionado, Francisco agradeceu aos colegas do Norte da Ilha que prestaram todo o socorro e ainda deram apoio à esposa durante os momentos mais difíceis do salvamento. Participaram do atendimento com a ambulância do Auto Socorro de Urgência (ASU) os bombeiros Pádua, Felício e Carneiro.

Os médicos ainda acompanham a evolução do estado de saúde do Bombeiro. Eles afirmaram à família que uma parada cardiorrespiratória já é suficiente para matar uma pessoa, mas que todo o trabalho de manobra feito foi fundamental para que o bombeiro continuasse vivo. O caso do 1º sargento já é famoso, sendo que alunos do curso de medicina já foram ao hospital entender melhor o que foi feito para salvar. As chances de vida, no momento que os sintomas se agravaram, eram de 30%, segundo os médicos.

“Passei a vida toda fazendo isso e fui salvo pelos meus colegas. É diferente estar do outro lado. Estou há 29 anos na corporação, com possibilidade de seguir mais uns cinco, e atendi todos os tipos de ocorrências. Tinham situações não tão graves que perdemos os pacientes. Não é fácil. Os médicos me disseram que eu tinha menos de 30%. O serviço dos meus colegas foi excepcional!”, disse.