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Justiça nega pedido para revogar prisão do suspeito de matar Jennifer

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A Justiça negou o pedido de revogação da prisão preventiva do suspeito de matar a transexual Jennifer Celia Henrique, de 38 anos, em Março passado. Assim, Dik Greison Isidoro da Silva, de 22 anos, permanece preso e é considerado réu confesso pela acusação, por ter contado detalhes de como matou a transexual à Polícia Civil. A advogada que defende o suspeito foi indicada pela Defensoria Pública de Santa Catarina.

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O pedido de revogação da prisão foi baseado em argumentos de que a soltura do suspeito não coloca em risco a sociedade, que não vai cometer novos delitos e que não há clamor popular para mantê-lo preso.

O Jornal Conexão Comunidade apurou que a primeira advogada indicada para a defesa do suspeito renunciou por questões de foro íntimo. Logo depois, a defensoria indicou outra advogada que já fez a peça inicial de defesa do suspeito. A audiência de instrução do caso, quando são apresentadas as provas e os argumentos, já foi marcada, mas o Jornal Conexão não conseguiu confirmar a data.

Na primeira audiência, uma das partes pode pedir uma reconstituição do crime, onde serão avaliadas as ações do suspeito no dia da morte de Jennifer relacionando com o depoimento dado após a prisão e os laudos periciais formulados pelo Instituto Geral de Perícias (IGP). O réu será levado a Juri Popular, o que ainda não tem data.

O caso da morte de Jennifer corre em segredo de Justiça. A adovaga de acusação, Zenilda Eduvirgem Santos, acredita que em breve esse sigilo vai ser derrubado e que o processo segue o rito normal.

“Acredito que com as provas já produzias, o Juíz vai quebrar o sigilo, para que a família acompnhe o os amigos também, além da sociedade que tem interesse. Não se trata de um processo que envolva menor. Todos os laudos foram apresentados e, até que quebrar o sigilo, não posso revelar detalhes do processo. Mas está andando no rito normal. Houve um pequeno atraso, já que a primeira defensora reunuciou por foro íntimo. Minha intenção é que ele seja punido com rigores da lei”, afirmou.

O CASO JENNIFER

A tansexual Jennifer Celia Henrique foi encontrada morta pela Polícia Civil na manhã de sexta-feira, 10 de Março, em uma construção. O corpo dela tinha marcas de agressões, principalmente na cabeça. O suspeito disse que manteve relações com ela, antes de um desentendimento entre os dois. Ele foi preso 44 dias após o crime em uma ação da polícia no bairro Itacorubi. Jenni, como era conhecida, era nativa da Praia do Santinho e era uma pessoa alegre, comunicativa, tinha muitos amigos e admiradores. Era figura presente em todas as festas de carnaval no Norte da Ilha e militante das causas LGBT em Santa Catarina.