EXPERIÊNCIA

Jornalista do Conexão participa de intercâmbio na TV Azteca

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Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade
Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade

Agregar aprendizagem e trocar experiências profissionais em outra cultura. É assim que o jornalista do Conexão, Emanuel Soares, resume o intercâmbio que vivenciou na televisão mexicana. Com 26 anos, sendo que trabalha como repórter desde os 18 anos, Emanuel teve a oportunidade de conhecer toda a estrutura de funcionamento de três emissoras: Azteca Trece (Azteca 13 – principal canal da rede), Azteca 7 (canal com programação alternativa, esportes e séries americanas) e o canal ADN 40 (Azteca Deportes e Notícias – canal aberto de jornalismo 24 horas).

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Emanuel e José Luiz Mora, Coordenador geral do canal ADN 40

O canal Azteca 13 disputa a liderança em vários segmentos de programação com o canal ‘Las Estrellas’ da mexicana Televisa. Os programas noticiosos estão com desempenhos positivos, depois que a concorrente mudou apresentadores e formatos. Com uma programação voltada para variedades e notícias, a audiência de programas como Hechos, Masterchef ou a telenovela destacam a emissora no México.”Foi um período incrível! Tudo o que eu falar ou escrever na minha vida será pouco para descrever o que vivi. A estrutura que eles têm é excepcional. Mas teve uma coisa que me chamou muito a atenção. Um dos maiores desafios é cobrir as notícias que envolvem tráfico de drogas, sendo que o México é declarado o lugar mais perigoso para ser jornalista. Aqui tem repórteres que não mostram a cara e andam com seguranças. Os narcotraficantes deixam recados para as redes de televisão ameaçando os profissionais por matérias. Então estes temas são tratados com muito cuidado por aqui”, disse.

O intercâmbio foi muito intenso com a estrutura do canal de notícias ADN 40, que está no ar há nove meses. A operação conta com planos de emergência para ocasiões como a ocorrida em setembro. “Enquanto todo mundo saiu dos prédios aqui na TV Azteca por causa do terremoto, o pessoal do canal ADN 40 foi para dentro do estúdio colocar uma transmissão que foi ininterrupta por dois dias. Eles têm planos de emergência estabelecidos para estes casos. Quando acontece, eles colocam em trabalho mais pessoal e utilizam o apoio da TV Azteca para tudo. É impressionante!”, comentou Emanuel.IMG_4626O jornalista também conversou com o ‘homem forte das notícias’ da rede. Javier Alatorre é o apresentador do telejornal ‘Hechos’, que em português significa Fatos, que vai ao ar de segunda a sexta-feira às 22h30. Esse é o segundo programa de notícias mais assistido no MéxicoÖ. “Que bom receber o Brasil aqui. Quero ir em breve ao país para conhecer”, contou o jornalista que tem no currículo a cobertura de terremotos, guerras e desastres naturais. “O ritmo de vida no Brasil é diferente do México. Aqui as pessoas chegam em casa muito tarde, por isso o telejornal principal é mais tarde. Na hora do almoço, o programa Hechos Meridiano vai ao ar às duas da tarde” contou Emanuel. Javier falou também sobre os horários. “Nosso fuso aqui chega a ter três horas de diferença. Então, meu noticiário passa mais cedo em outros pontos do país, principalmente nas regiões próximas da Califórnia. Mas é fato que na Cidade do México é mais tarde por conta horários das pessoas”, falou.

TV AZTECA

Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade
Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade

A TV Azteca é nova, frente ao tempo de existência da concorrente. A emissora têm 24 anos e nasceu quando o governo mexicano decidiu privatizar o canal estatal Imevision em 1993. O vencedor do processo licitatório foi o magnata Ricardo Salinas Pliego, que aparece na lista da revista Forbes como o oitavo homem mais rico do mundo em 2017. Além da TV Azteca, o grupo empresarial proprietário controla ainda um banco, uma operadora de telefonia, uma empresa de seguros, uma operadora de televisão por assinatura, uma loja de móveis e eletrodomésticos, além de outras empresas.