CASO JENNIFER

“Indiferente de aceitar ou não o gênero, o importante é respeitar”, diz Selma Light

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A morte da transexual Jennifer Celia Henrique, 38, ainda é debatida pelo movimento LGBT. A prisão do suspeito, anunciada nesta segunda-feira (24) pela polícia, acendeu o debate para políticas pública voltadas ao público. A cidade é a terceira mais visitada como destino turístico par gays no Brasil, atrás de São Paulo e Recife. Mesmo assim, crimes de intolerância ainda são registrados na cidade.

“Indiferente de aceitar ou não o gênero, o importante é respeitar. Crime, jaimais tem justificativa. Se houvesse respeito, não teríamos crimes”, disse Selma Light, uma das líderes do movimento LGBT na cidade.

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Para Selma, a cidade é frágil de políticas públicas. Na visão dela, o preconceito prevalece na cidade que não é preparada para receber esse tipo de público. “Quando recebemos a declaração do primeiro delegado que foi retirado do caso, notamos o quento é frágil para o LGBT Florianópolis. As pessoas vem pra cá com a visão de Florianópolis é segura e acolhe muito bem, se engana. A cidade têm coisas boas, sim. Mas falta política pública, informação, segurança. É frágil”, disse.

A decisão da polícia em descartar a transfobia da investigação, deixou pessoas indignadas. Pelas redes sociais, Selma se manifestou dizendo que “se essa razão não é considerado transfobia, gostaria de saber o que seria preciso pra ser. Chocada com a atitude da policia. (…) É Revoltante”, disse. Desde o protesto que pediu Justiça pela morte de Jennifer, no dia seguinte ao crime, integrantes do movimento defendem que a investigação entenda que a morte da transexual foi um crime de ódio.