CASO HERONDINA

Energia é desligada em parte da maior escola municipal por risco de curto-circuito

Instituição está sem água há duas semanas, além de ter salas alagadas pela chuva, presença de mofo, infiltrações, materiais didáticos destruídos, quadra e o ginásio interditados e presença de pombos

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Energia é desligada em parte da maior escola municipal por risco de curto-circuito
Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comiunidade

A energia elétrica foi desligada em uma ala da maior escola da rede pública municipal de Florianópolis por risco de um curto-circuito. Isso ocorre após a laje ser alagada pela forte chuva do início do mês de Fevereiro na Praia dos Ingleses. A decisão foi tomada pelo diretor da Escola Básica Municipal Herondina Medeiros Zeferino, William Marques Pauli, que tomou um choque em uma janela da instituição. Os problemas da escola são maiores que a greve dos servidores que afeta o atendimento há 22 dias. Nesta terça-feira (08), o Jornal Conexão Comunidade publicou com exclusividade que as reformas feitas na escola, que possui menos de quatro anos, passam de R$ 1,1 milhão.

Durante a revisão da escola, o diretor tomou um choque em uma janela da sala da supervisão escolar. Segundo ele, o local foi fechado e parte do prédio teve a energia desligada para evitar um curto-circuito. Salas permanecem alagadas, já que ainda há água acumulada na laje da instituição desde a chuva. O cheiro de mofo é muito forte em parte delas. “Fui fechar e tem algum tipo de infiltração na janela. Chamei um eletricista da prefeitura pra ver em qual parte da fiação está passando corrente”, afirmou.

Energia é desligada em parte da maior escola municipal por risco de curto-circuito
Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comiunidade

Nesta manhã, o Jornal Conexão Comunidade esteve na escola para conferir o trabalho paliativo feito pela prefeitura que envolveu apenas uma limpeza com água e sabão em alguns pontos da escola. Os problemas estruturais no telhado (reformado no ano passado), a interdição do ginásio e de uma quadra, a falta d’água por falhas nas bombas e a destruição dos laboratórios que foram alagados seguem sem resolução.

A limpeza feita ontem também não atingiu as salas de aula que estão com muito mofo. Os funcionários da escola se empenham na limpeza que a prefeitura não executou, além de evitar a proliferação de baratas pela ausência da dedetização feita anualmente. Os problemas se arrastam.

GINÁSIO E QUADRA

O ginásio da escola está interditado desde dezembro, quando ocorreu o vendaval. A entrada é proibida. Parte da quadra coberta tem água acumulada e a escola precisou colocar água sanitária para evitar proliferação de larvas do mosquito da dengue. Com a ausência das telhas, arrancadas pelo vento, as pombas fizeram ninhos em parte da estrutura que sustenta o telhado. Um pedaço da quadra possui dejetos de pombos e telhas quebradas. A quadra descoberta, também está interditada, já que parte da estrutura metálica lateral (grade) está interditada.

PAIS ENCONTRAM PORTÃO FECHADO

Energia é desligada em parte da maior escola municipal por risco de curto-circuito
Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comiunidade

Desde cedo, o diretor da maior escola da rede municipal com 1,5 mil alunos, explica os pais que os professores estão em greve, além dos problemas estruturais da escola. Luciene Gomes, moradora dos Ingleses, veio com a filha Pâmela de nove anos para escola. “Vai ter que ficar em casa aguardando. Daí atrasa o ensino dela. Não tem nem o que dizer. É uma vergonha”, disse a mãe. A mãe também queria retirar um comprovante de matrícula para que a filha pegasse o ônibus, porém a secretaria não está funcionando desde a demissão da secretária com a reforma administrativa da prefeitura.

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