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PÓS-GREVE

Em áudio com mãe, crianças dizem que prefeito mandou fazer greve

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Áudios que circulam desde o início da semana pelas redes sociais mostram crianças, num diálogo com uma mãe, dizendo que o prefeito Gean Loureiro (MDB) obrigou as professoras a fazer greve. A conversa foi gravada após a volta as aulas depois de 30 dias de paralisação na Capital Catarinense. As alunas são da Escola Maria Tomázia Coelho, na Praia do Santinho, e dizem que uma professora afirmou que o prefeito não deixou elas irem trabalhar. O diálogo mostra que as crianças chegam a ‘gritar de irritação’ quando a mãe diz o contrário, que a greve foi promovida pelos funcionários públicos.

“Ela falou assim. Elas não queriam greve. O prefeito não deixou elas irem para a escola. Elas foram lá bater na porta dele mas e ele disse não várias vezes pra elas. E até disse (o prefeito para as professoras) vão embora se não vão levar um castigo”, falaram as crianças no diálogo com a mãe.

A denúncia dos áudios é de um dos líderes do movimento de pais, que organizou o protesto dos responsáveis pela volta as aulas. “A indignação tomou conta de todos os pais! Queremos providências urgentes, pois nossas crianças não podem ser vítimas de um sindicato que não mede consequências para ter o que quer”, desabafa Fabiano Marques.

A mãe das crianças pediu para não ser identificada. O caso na Escola Maria Tomázia Coelho deixou ela bem apreensiva. “As minhas filhas ficam muito nervosas quando eu falo no assunto. Agora dei um tempo. Elas falam ‘eu não entendo’, então dei um tempo”, comentou

A conversa das filhas com a mãe também foram denunciadas pelo vereador Miltinho Barcelos (DEM). O vereador também denunciou que um abaixo assinado está sendo passado dentro das escolas em que os pais são solicitados a assinar para pedir a revogação do projeto Creche e Saúde Já, estopim da greve.

“O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) está manipulando crianças inocentes e alienando famílias em torno de um assunto tão sério. Sem falar no crime de usar a máquina pública em favor de interesses pessoais”, critica Miltinho, que aguarda a instauração de uma CPI na Câmara Municipal para investigar irregularidades do sindicato. O vereador também não descarta a possibilidade de pedir ajuda ao Ministério Público para resolver a situação.

O Conexão fez contato com a Escola Maria Tomázia Coelho e a diretora Marli Müller disse que soube do caso pelo Conexão e vai averiguar o que aconteceu internamente na escola. A secretaria de Educação da Prefeitura de Florianópolis, informou que está avaliando os áudios e ainda não vai se manifestar.

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