Cristiano Vieira: “Você se considera um bom profissional?”

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cristiano-banner-colunista-site-topo…Um dos grandes riscos de uma carreira é a avaliação equivocada de suas qualidades, capacidades e resultados. Este equivoco acontece na maioria das vezes devido a referenciais inadequados, elogios “motivadores” e o ego.
Muitas vezes você é considerado um bom profissional por obter resultados melhores do que o seu par, do que seu concorrente e até mesmo por estar acima da média de mercado como um todo. Em sua maioria os pontos acima são suficientes para que você também se avalie como um dos “tops” do mercado, porém, já imaginou se o seu concorrente não for tão bom assim? Estará preparado para enfrentar um outro concorrente que possa surgir, talvez mais forte? – Se a sua área de atuação passar por uma situação adversa em um futuro breve? Estará você preparado para uma nova dinâmica, se planejou para nesta situação se manter acima da média?
E aquele elogio que seu líder faz apenas para lhe motivar, lhe enchendo de orgulho e dizendo que você está no caminho certo… já imaginou que você realmente pode estar no caminho, porém na velocidade de uma tartaruga? Se o custo benefício pessoal e para a empresa for bom, segue firme aí.
Quantas empresas centenárias e líderes de seu segmento fecharam as portas nos últimos anos por não se planejarem para as novas tendências de mercado? Tradicionais fabricantes de máquinas de datilografia, jornais impressos entre tantos outros segmentos. As que não fecharam, hoje estão longe de serem líderes de mercado.
O que quero dizer é que a avaliação deve ser mais ampla, evidente que devemos avaliar resultados, mas também a versatilidade para situações novas, análise de mercado, capacidade de discernimento, automotivação (É se você esperar apenas que te motivem, esqueça!), capacidade de auto avaliação, como lida e como gera novos desafios… enfim seus resultados serão temporários se você não for capaz de continuar em movimento.
A linha do certo e errado, quando falamos de avaliação do profissional e não de resultados, é tênue e pode inflar nosso ego nos levando para a tão temida zona de conforto.
Eu gosto de comparar zona de conforto à UTI de um hospital, você sabe que sairá um dia, mas nunca em que estado.
Até mesmo porque para ir a zona de conforto ou UTI de um hospital existe ao menos um ponto em comum, a inércia, eu prefiro me manter em movimento.

Boa reflexão e uma excelente semana!