Cristiano Vieira: “Demitir é fácil!”

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cristiano-banner-colunista-site-topoPode parecer frio e desumano dizer que desligar um colaborador seja fácil, claro que isto não é via de regra, mas quando assumimos o papel de líder significa que estamos preparados para decisões, independente de seu grau de importância ou dificuldade, e uma das características dos grandes líderes é justamente a facilidade de decidir. Escolher quem faça ou não parte de sua equipe é apenas mais uma decisão.

Para tornar uma decisão fácil é necessário critério e a avaliação de todo um cenário, não apenas intuição. Podemos desligar um colaborador por redução de custos, desempenho, relacionamento, desgaste, desmotivação entre outros motivos, mas o entendimento para atenuar esta decisão vem, antes de analisar o colaborador, analisar sua atitude como líder.

Deve-se extrair do colaborador o melhor que ele possa oferecer e se este melhor atender as necessidades da função ótimo, este colaborador estará sempre motivado e motivando o líder a desenvolver seu potencial. Sim, é função do colaborador manter seu líder motivado a desenvolve-lo. Mostre-se proativo, sugira ações para melhorar resultados, pergunte, pesquise, entenda o sentido daquilo que faz, por mais simples que seja e demonstre a seu líder que você foi a contratação acertada e tem capacidade de ser desenvolvido. Veja o exemplo abaixo:

Certa vez presenciei uma situação na empresa em que trabalhava e iria reduzir o quadro de colaboradores porque as vendas não estavam acompanhando os custos. Quando foi comunicado a um determinado colaborador a demissão e lhe foi apresentado o motivo, para surpresa ele fez a seguinte proposta:

– Quanto vais custar minha rescisão? E se não receber minha rescisão, mas empresa investir este valor em ações que eu sugerir para que aumente minhas vendas em 30 dias, com o compromisso de que se eu, vendedor, aumentar as vendas continuo na empresa e caso de insucesso peço demissão. Vocês topam?

A empresa aceitou o desafio e o vendedor se tornou líder e continuou com sucesso por outros 3 anos nesta mesma empresa até que surgiu uma oferta de trabalho que lhe pareceu mais interessante. Neste caso se cumpriu com louvor um ciclo tanto para empresa quanto para o colaborador, que hoje ainda segue sua trajetória de sucesso.

Mas se o colaborador não atender as necessidades que a função exige? Isto é mais frustrante para o líder do que para o liderado, porque, apesar de não atender as expectativas para a função, pode ser que o liderado esteja deixando seu máximo naquela tarefa. Neste caso o colaborador já foi contratado com a carta de demissão no bolso e isto ocorre porque se criou uma expectativa maior do que a capacidade do contratado.

Não existe desenvolvimento para quem não quer ser desenvolvido.

Quando se existe transparência, análise e critério, qualquer decisão se torna fácil e a você colaborador, não se chega a lugar algum se os seus líderes acreditarem em você mais do que você mesmo acredita.

Boa Semana!