ENTREVISTA EXCLUSIVA

Cris Cyborg fala da carreira como lutadora e dos desafios no mundo do esporte

A luta dá disciplina ao atleta, ensina várias coisas entre elas o respeito e defesa pessoal

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Foto: Jaime Júnior / Jornal Conexão Comunidade
Foto: Jaime Júnior / Jornal Conexão Comunidade

O Jornal Conexão Comunidade entrevistou Cristiane Justino Venâncio (Cris Cyborg), lutadora de MMA campeã Invicta UFC que esteve no Norte da Ilha.

LEIA A ENTREVISTA COM A LUTADORA CRIS CYBORG:

JORNAL CONEXÃO: Como você iniciou a carreira como lutadora?

CRIS: Na verdade eu sempre fui atleta, desde os meus 12 anos, eu jogava handebol e fazia atletismo. Quando estava na faculdade, também jogava. Em uma ocasião encontrei o Jorginho Karan que acompanhava o filho no handebol. Ele já era faixa preta no Chute Boxe (arte marcial) e sempre que me via treinando, dizia que eu poderia ser uma grande lutadora. Ele até me deu um cartão, mas nunca liguei para lutar. Cada vez que me encontrava, me cobrava e de tanto insistir, um dia eu o acompanhei em um evento era uma luta de MMA, nesse dia foi o meu primeiro contato com a luta e a partir daí comecei a treinar com o mestre Rudmar.

JORNAL CONEXÃO Quando você participou da primeira luta?

CRIS:  Foi depois de seis meses de treino, fiz a primeira luta no MMA em 2005, também foi a primeira derrota, nesta luta desloquei o cotovelo. A partir deste momento, vi que nasci para o esporte. 

Foto: Jaime Júnior / Jornal Conexão Comunidade
Foto: Jaime Júnior / Jornal Conexão Comunidade

O Jorginho (foto), foi a pessoa que me encontrou, foi o olheiro, acredito que ele viu que ia surgir uma grande lutadora. A gente até brinca que ele profetizou, porque se não fosse ele eu acho que não iria entrar numa academia de luta.

JORNAL CONEXÃO: Você já alcançou uma colocação expressiva e um reconhecimento no mundo do esporte, como você vê isso?

CRIS:  Já faz 11 anos que eu estou lutando e há pouco tempo tive a oportunidade de fazer a primeira luta no UFC, onde foi aberta uma exceção, pois não tem a minha categoria e eu gosto de fazer super lutas, desejo que o MMA cresça cada vez mais.

JORNAL CONEXÃO: Qual seu sentimento quando você entra no octógono?

CRIS:  Meu objetivo é mostrar que as mulheres podem lutar assim como os homens, com técnica numa luta agressiva. Eu desejo que as portas sejam abertas para mais mulheres lutarem, para que o evento UFC, que é o maior do mundo tenha mais categorias. Eu luto pelo direito das mulheres lutadoras.

JORNAL CONEXÃO: As duas última lutas foram em Curitiba e Brasília e você pode manter o título de melhor lutadora de MMA do mundo, como foram estas experiências?

CRIS:  Em Brasília venci a sueca Lina Lansberg por nocaute técnico no segundo round. E em Curitiba americana Leslie Smith com 1m21s de luta. Foram grandes lutas.

A gente se torna espelho para várias meninas e crianças que um dia querem ser lutadoras e isso aumenta a responsabilidade. Eu procuro mostrar o lado bom e o tanto que eu batalhei para ter a primeira oportunidade para estar no UFC e mostrar que a gente nunca deve desistir dos sonhos, que tudo é possível.

JORNAL CONEXÃO: De onde veio o sobrenome Cyborg?

CRIS:  Meu ex-marido se chama Evangelista Cyborg e adotei o sobrenome dele.

JORNAL CONEXÃO: Qual a mensagem que você deixa para as mulheres que gostam de praticar o esporte de luta?

CRIS:  Cada vez mais está melhorando principalmente com a divulgação da mídia. Se você gosta de lutar, acredite, a luta dá disciplina, ensina várias coisas entre elas o respeito e defesa pessoal.