Connect with us

CANASVIEIRAS

Confusão marca protesto de comerciantes contra ambulantes

Publicado em

Foto: Nicolas Ferrari / Jornal Conexão Comundiade

Foto: Nicolas Ferrari / Jornal Conexão Comundiade

Uma confusão entre comerciantes legalizados e ambulantes clandestinos marcou o protesto agendado para o início da noite desta segunda-feira (19) em Canasvieiras no Norte da Ilha. Foram gritos e empurrões de todos os lados, tudo presenciado por turistas, moradores e sem a presença da prefeitura e da Polícia Militar (PM), que só chegou uma hora depois do início da mobilização e após toda a confusão inicial. Só por volta de 18h45 é que a PM reforçou a segurança com três viaturas, sendo uma do policiamento tático.

Os comerciantes reclamam da concorrência desleal e que o prejuízo durante a temporada de verão é incalculável, pois os ambulantes vendem mercadoria de origem duvidosa nas portas de comércios estabelecidos legalmente. Do outro lado, os ambulantes acusam comerciantes de racismo, pois a maioria é de negros vindos do Senegal na África.

Um dos comerciantes relatou que nunca se questionou racismo. Eles querem que a fiscalização retire esses ambulantes da porta das empresas consolidadas. “Sou comerciante há 25 anos em Canasvieiras. A polícia vem, recolhe, eles saem e os ambulantes voltam. Não sei onde vai terminar, mas bem não vai. (…) Não queremos o mau de haitiano, senegalês, e no meu comércio nenhum deles veio pedir emprego. Na esquina tem placas dizendo que a fiscalização apreende as mercadorias. O que falta é vontade para resolver”, contou um empresário.

“Não somos drogados, não roubamos e nada. Só trabalhamos”, disse um ambulante.

O turista Dione, que veio do Rio Grande do Sul, relata que os ambulantes colocam produtos nas calçadas, inclusive na saída do condomínio onde está hospedado até o fim do mês. “Não consigo sair do prédio, já que eles colocam tudo na porta do edifício. Eles dizem que fazem o que querem, afirmando que mandam aqui”, contou.

O trânsito foi interrompido pelos manifestantes na esquina da Avenida das Nações com a Rua Madre Maria Vilac e quando a PM chegou, o fluxo acabou liberado por solicitação das autoridades de segurança pública.

Até o fechamento desta reportagem, a polícia não havia registrado prisões ou feridos.

Leia mais

Acontecendo