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JUSTIÇA

Condenados construtores por golpe na venda de apartamentos em Ingleses

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Justiça nega liberação de construtor preso suspeito de golpe em Ingleses
Justiça nega liberação de construtor preso suspeito de golpe em Ingleses

Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade

O juiz Rudson Marcos, titular da 3ª Vara Criminal da comarca da Capital, condenou nesta terça-feira (10), pela prática de estelionato, os proprietários de uma construtora responsável pela incorporação de três edifícios residenciais na praia dos Ingleses, no Norte da Ilha de Santa Catarina. Embora nem sequer tenham concluído as construções, que estão abandonadas, eles venderam as unidades, localizadas nos edifícios Maritina (foto acima), Zarah I e Zarah II, para distintos compradores entre os anos de 2015 e 2016.

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Diego Veras e Danilo do Nascimento, apontados como donos da empreiteira, foram condenados respectivamente a 68 e 18 anos de reclusão, em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade. Kesly Veras, esposa de Diego, foi condenada a sete anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, e poderá recorrer em liberdade. A dosimetria da pena correspondeu ao número de vezes em que cada um dos réus comercializou unidades dos edifícios com as vítimas.

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O magistrado também condenou Diego, Danilo e Kesly ao ressarcimento do prejuízo que causaram às pessoas que compraram os apartamentos, no importe respectivo de R$ 7,1 milhões, R$ 1,8 milhão e R$ 813 mil. Estes valores, que somados alcançam quase R$ 10 milhões, significam o valor mínimo de indenização que o trio deverá bancar em favor das vítimas – que ainda podem ajuizar ações de natureza cível para compensar outros danos, morais ou materiais

ENTENDA O CASO

Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade

Os imóveis construídos por Diego foram comercializados ainda na planta. No fim de 2016, as obras ficaram em ritmo mais lento, foi quando alguns investidores descobriram que o imóvel adquirido havia sido comercializado para mais de uma pessoa. O inquérito apurado pelo delegado Nivaldo Claudino Rodrigues, titular da 8ª Delegacia de Polícia, tem mais de mil páginas. Ele pediu a prisão do construtor suspeito com base nos crimes de estelionato e formação de quadrilha, devido a venda em duplicidade. As vítimas, na maioria, compraram o imóvel diretamente com o construtor. Deram carros e uma quantia em dinheiro. Alguns deles conseguiram recuperar os veículos, porém o dinheiro pago no negócio ainda foi reembolsado.

Diego foi encontrado em um condomínio de alto padrão em Cotia que fica na Grande São Paulo no início de junho. Lá, no momento em que o mandado da Justiça catarinense foi cumprido, a polícia encontrou dois carros de luxo, um Porsche e um BMW, avaliados em R$ 500 mil.

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