TRÂNSITO

Comunidade exige agilidade na construção da passarela na SC-401

Moradores fecharam a rodovia nos dois sentidos para protestar contra a violência no trânsito

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Foto: Jaime Júnior / JCC
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Um novo protesto foi realizado no início da noite de quinta-feira (25) na SC-401, ao lado do Terminal Canasvieiras (Tican). Desta vez os manifestantes fecharam a rodovia por meia hora para chamar a atenção das autoridades e exigir a agilidade na obra de construção da passarela para pedestres.
Marcelésio Mário da Silva, líder comunitário, alerta que a ordem de serviço foi assinada em Setembro de 2015, com previsão de 180 dias de trabalho. A entrega da passarela estava prevista para o Natal.

“Já se passaram seis meses, a obra já teve dois aditivos e até agora nada, enquanto isso, as pessoas continuam morrendo na pista” afirmou.

O primeiro protesto dos moradores aconteceu em 2014 quando a jovem Evelin Carolina Fonseca de 22 anos, morreu atropelada na pista. Ela estava grávida. Desde 2014, os manifestantes já fecharam a rodovia 24 vezes para protestar as oito mortes ocorridas no trecho entre Ratones e Canasvieiras.

Eles reclamam da alta velocidade que os carros passam no local, das dificuldades na travessia, da disputa com motociclistas que também aproveitam para efetuar travessia no local e da ausência da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) para fiscalização do trânsito.

Esse trecho é considerado uma dos mais perigosos da rodovia. Só em 2016 foram três mortes, um recorde negativo para um período muito curto. A morte mais recente ocorreu no fim de semana (20), quando uma mulher de 35 anos foi atropelada próximo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Norte da Ilha. Depois de muito protesto, a comunidade conquistou a obra, mas a velocidade dos trabalhos ainda é questionada.

Durante o protesto desta quinta-feira, os moradores deitaram sobre a pista para simular os atropelamentos, colocaram roupas e bonecos de panos para lembrar as vítimas da violência no trânsito.

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Foto: Jaime Júnior / JCC
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