EXPLICAÇÃO

Superlotação das residências pode deixar energia em meia fase, diz Celesc

Fato também está associado ao aumento do consumo devido, principalmente, ao uso de aparelhos de ar condicionado e freezers além do previsto

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Superlotação da residências pode deixar energia em meia fase, diz Celesc
Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade

A superlotação das casas e apartamentos, fato normal para a época de veraneio, pode deixar a energia em meia fase, segundo a Celesc. As praias registram grande movimento, desde a virada do ano. A empresa diz que esse fato, associado ao aumento do consumo devido, principalmente, ao uso de aparelhos de ar condicionado e freezers além do previsto, acabam exigindo mais do que a rede está dimensionada, provocando os curto-circuitos e a consequente falta de energia.

Essa é a explicação da empresa para as constantes reclamações dos moradores dos problemas de meia fase e quedas de luz no Norte da Ilha, mesmo após a entrada em funcionamento de uma nova subestação ao valor de R$ 10 milhões. O presidente da Celesc, Cleverson Siewert, disse ao Jornal Conexão Comunidade que os problemas serão investigados.

Na rede de alta e média tensão, a capacidade instalada no sistema Celesc para atendimento da demanda em todo o Estado é maior que a necessidade atual, ou seja, existe energia disponível para todos. No entanto, o sistema de baixa tensão, formado pelos ramais de distribuição que chegam a cada rua nas cidades e em cada unidade consumidora, é projetado para atender a uma determinada carga, que é a quantidade de energia elétrica necessária para atender cada casa, cada unidade comercial e a iluminação pública. Quando essa carga, porém, aumenta além do limite para o qual o sistema foi dimensionado, ela pode provocar sobrecarga na rede, com curtos-circuitos e até queima de transformadores.

Superlotação da residências pode deixar energia em meia fase, diz Celesc
Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade

Muitas dos problemas registrados neste início de temporada conta de ocorrências específicas do sistema de baixa tensão. “É preciso, portanto, que os moradores fiquem atentos à capacidade da rede para atendimento das residências e comércio”, diz a empresa.

A Celesc diz que entre os dias 23 de dezembro de 2016 e 5 de janeiro de 2017, período de maior movimentação de turistas e, consequentemente, maior consumo de energia elétrica, aponta que a companhia conseguiu importante diminuição dos índices da Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora – DEC, e na Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora – FEC, indicadores de qualidade na distribuição de energia exigidos pela agência reguladora do setor, a Aneel.

Sobre o registro de falta de energia na praia dos Ingleses, os dados deste relatório apontam que no Norte da Ilha, onde foram investidos R$ 10,8 milhões na subestação dos Ingleses, energizada em novembro passado, com capacidade instalada de 26,6 MWA, o que ampliou em 25% a oferta de energia para cerca de 60 mil unidades consumidoras, o DEC, que é o tempo das quedas de energia, caiu 69% e o FEC, que é a frequência com que as quedas acontecem, diminuiu 88% em relação ao mesmo período do ano passado, uma das maiores reduções se comparada a outras regiões do estado, dados estes monitorados pelo órgão regulador e auditados por ISO 9000 disponíveis a qualquer tempo.