Silvio Souza: “A grande sacada é correr…”

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colunista-silvio-bannerNa época que comecei minha atividade profissional, o sonho de muitas pessoas era trabalhar no Banco do Brasil. Isto era sinônimo de status, de inteligência e principalmente de estabilidade profissional. Orgulho dos pais…. os filhos trabalharem lá.
Ouvia-se as mais diversas histórias:  O filho da fulana, começou como caixa e hoje é diretor. O beltrano ganha muito bem e vai se aposentar lá.
Com o passar dos anos as coisas foram mudando.
Passar vários anos em um mesmo emprego já não era considerado sinônimo de competência e sim de acomodação.
Dizia-se de que a pessoa não teria outras visões e experiências e por conta disto tornava-se um profissional limitado. O currículo era depreciado.
A gerações foram passando e eu me assustando.
Os entendidos em comportamento humano nos apresentaram a tal classificação das gerações.
Estão aí:  as gerações “Baby Boomers”;  “X“ ;  “Y “  e “Z“ .  Talvez mais alguma esteja sendo criada enquanto escrevo este texto.
A geração “X“ nascidos entre 1960 e 1980 (atualmente estão entre  35 e 55 anos ). São classificados como profissionais maduros, preocupam-se pelos seus direitos, valorizam a qualidade, importam-se com a relação família x trabalho. São os filhos da geração Baby Boomers.

A chamada geração “Y“ , nascidos entre 1980 e 2000 (atualmente estão entre  16 e 35 anos ). Estes profissionais aqui classificados estão no grupo de profissionais de uma geração muitas vezes de recém formados.  Fazem tudo ao mesmo tempo. Desejam e buscam muito o reconhecimento profissional.  Estão prontos para novas experiências. O mudar de emprego para este grupo é muito tranquilo.  São filhos da geração “X“ e netos da geração Baby Boomers.

A geração “Z”, nascidos a partir do ano 2000, ainda busca sua formação. O mundo em que nasceram é completamente digitalizado. Tem senso de urgência. Este grupo jamais passará 10, 15 anos em uma mesma empresa.

Deixei por último o meu grupo, os Baby Boomers, nascidos antes de 1960 (atualmente, no mínimo os sessentões).  Profissionais focado em seu trabalho. Extremamente leal a sua empresa. Orgulham-se de estar em uma empresa a 25, 35, 40 anos. Não preocupam-se com marca, valorizam qualidade, pouco influenciáveis, decisões são firmes e ponderadas. Isto somos nós, os sessentões. Parece-me bom.

Escrevi este texto hoje, com um único objetivo de dizer-lhes que não importa em qual geração você se enquadra. Terá que conviver com outras, correr muito e se não der resultados . Tá fora.

Tem um provérbio africano que diz:
Toda manhã na África, a gazela acorda. Ela sabe que precisa correr mais rápido que o mais rápido dos leões para sobreviver.
Toda manhã um leão acorda. Ele sabe que precisa correr mais rápido que a mais lenta das gazelas senão morrerá de fome.
Não importa se você e um leão ou uma gazela. Quando o sol nascer, comece a correr.
Amigos leitores, isto independe de geração. Comece a correr que o ano promete.
Ate breve e boa semana.