CIDADE

Prefeitura reinicia combate ao mosquito da dengue em Florianópolis

Terrenos baldios, ferros-velhos, borracharias e oficinas mecânicas são foco da operação

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O combate ao mosquito da dengue foi novamente iniciado pela Prefeitura de Florianópolis devido a proximidade dos meses de calor, época em a temperatura é propicia para que o mosquito se prolifere. O município ainda não divulgou quando vai fiscalizar o Norte da Ilha. A operação é integrada e envolve a Polícia Militar, focando os terrenos baldios e os chamados pontos estratégicos, como ferros-velhos, borracharias e oficinas mecânicas.

O Norte da Ilha registrou vários focos de dengue este ano e um caso confirmado da doença na Praia do Santinho, após realização de exames. O diagnóstico ocorreu em abril passado e o Jornal Conexão Comunidade (JCC) divulgou com exclusividade. O caso é considerado pelo município inconclusivo, o que coloca em dúvida uma classificação autóctone, quando é contraído dentro da cidade.

Esta semana, o JCC recebeu uma denúncia de um internauta de focos de dengue em um terreno baldio de uma servidão na Praia dos Ingleses. A equipe de geoprocessamento da Prefeitura, em parceria com a Vigilância Sanitária e Ambiental, já está mapeando os terrenos onde há possibiidade de focos do mosquito da dengue. Até agora, são 43 na Ilha e todos receberão nos próximos dias uma carta da Prefeitura, comunicando sobre a necessidade de limpeza do terreno.

“Dependendo da gravidade da situação, o proprietário poderá ser autuado, com prazo para regularização, interdição e até recolhimento do material”, afirmou a diretora do Centro de Controle de Zoonoses, Priscilla Valler. Já foram mapeados 185 desses pontos estratégicos, que serão fiscalizados semanalmente.

A secretaria de saúde ainda não comentou se existe a possibilidade de uma transmissão do ‘Zika Vírus’ através do Aedes aegypti, ‘principal hipótese’ para aumento de microcefalia (má-formação que de acordo com níveis pode levar a ter deficiência mental, motora, problemas de audição e visão). Há investigações sobre o risco de a zika provocar em parte de pacientes uma doença autoimune, que provoca paralisia, a Guillaim-Barré. Casos da doença já foram registrados na região Nordeste do Brasil e o Ministério da Saúde está preocupado com que a doença se espalhe pelo país.

COMO EVITAR A PROLIFERAÇÃO DO MOSQUITO
– Mantenha caixas, tonéis e barris de água tampados
– Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira fechada
– Não jogue lixo em terrenos baldios
– Garrafas de vidro ou plásticos devem ser guardadas com a boca para baixo
– Não deixe acumular água da chuva na laje
– Encha pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda
– Pneus devem ser armazenados em locais cobertos e protegidos da chuva
– Vasos de plantas aquáticas devem ser lavados com água e sabão, toda semana, e a água deve ser trocada frequentemente.