INVESTIGAÇÃO

Polícia reconstitui últimos momentos de Jennifer com o auxílio de videomonitoramento

Segundo o delegado Eduardo Mattos, responsável pela investigação, equipes coordenadas por ele já ouviram testemunhas

COMPARTILHE ›
Manifestantes dizem que morte de Jennifer foi por Transfobia
Foto: Emanuel Soares / Jornal Conexão Comunidade

A Polícia Civil está usando imagens de câmeras de vigilância de comércios e da segurança pública para reconstituir os últimos momentos de vida da transsexual Jennifer Célia Henrique (Jenni), 38 anos, morta há uma semana. Segundo o delegado Eduardo Mattos, responsável pela investigação, as equipes coordenadas por ele já ouviram algumas testemunhas do crime. Ativistas do movimento LGBT dizem que foi um crime de gênero.

LEIA MAIS:
– Manifestantes dizem que morte de Jennifer foi por Transfobia
– Transsexual Jennifer do Santinho é assassinada no Norte da Ilha

“Conseguimos reconstituir os últimos momentos nos lugares onde ela esteve. A partir da semana que vem, vamos ouvir os familiares dela. Estamos esperando um pouco para eles se restabelecerem”, disse o delegado.

O resultado dos laudos feitos pela perícia tem prazo de 10 dias. Os documentos devem ser entregues ao delegado na próxima semana, o que vai ajudar no processo investigatório. Mattos diz que nesta quinta-feira (16), a investigação está na rua levantando as informações que podem ajudar a identificar o assassino mas, por enquanto, não há suspeitos.

Protesto é organizado para pedir Justiça pela morte de Jennifer
Foto: Arquivo Pessoal

Jennifer foi encontrada morta na manhã de sexta-feira (10) em uma construção ao lado do Supermercado Angeloni dos Ingleses. Uma fonte informou ao Jornal Conexão Comunidade que o corpo de Jenni tinha marcas no pescoço, o que pode indicar uma luta. Porém, só os laudos do periciais vão indicar a verdadeira causa da morte. Dias antes do crime, a transsexual havia registrado um boletim de ocorrência por agressão.

Integrantes do movimento LGBT dizem que a manezinha do Santinho foi vítima de uma transfobia, um crime de gênero, ou seja, intolerância pela opção sexual escolhida por ela. Jenni era uma pessoa alegre, comunicativa, tinha muitos amigos e admiradores na Praia do Santinho, onde morava com a família. Era figura presente em todas as festas de carnaval no Norte da Ilha.