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UM ANO DEPOIS...

Júri popular para acusado de matar Jennifer ocorre ainda no primeiro semestre

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Manifestantes dizem que morte de Jennifer foi por Transfobia
Transsexual Jennifer do Santinho é assassinada no Norte da Ilha

Foto: Arquivo Pessoal

Um ano depois, o desejo da família da transexual Jennifer Célia Henrique, morta aos 38 anos em Ingleses no dia 10 de março de 2017, permanece o mesmo: Justiça. A família aguarda do sistema judiciário a data das audiências que vão analisar o caso sob júri popular. Isso vai ocorrer ainda no primeiro semestre de 2018, segundo prevê a advogada de acusação. Jennifer foi morta por Dik Greison Isidoro da Silva, de 22 anos, morador de rua que, segundo a polícia, confessou o crime.

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A defesa impetrou pedido, no fim do ano passado, com um argumento para derrubar o agravante para o crime, justificando que a vítima não foi pega de surpresa, o que configuraria um homicídio simples. A Justiça negou, o que propicia a realização de um júri popular. A partir de agora, a defensora pública responsável pela defesa do réu não pode mais recorrer.

“Estou só aguardando o juiz marcar esse júri. Isso, eu acredito, que vai ocorrer ainda no primeiro semestre. (…) Tendo o réu preso, eles dão preferência no julgamento. Os parentes da Jennifer estão acompanhando todas as movimentações do processo. Estou dando sempre informação”, contou a advogada de acusação.

A família, que é nativa da Praia do Santinho, e muito conhecida na região. Jennifer era figura marcante no bairro, conhecida nas redes sociais, presente em festas de Carnaval e militante nas causas LGBT. Para a advogada, a mãe da transexual disse que só quer Justiça.

“Eu até vou usar no dia do julgamento. Célia (mãe da Jennifer), o que você com esse júri? Ela me disse que não quer vingança, quer Justiça. Ela completou dizendo que ele tem mãe e não quer que a mãe dele sofra o que ela está sofrendo”, disse a advogada.

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Jornal Conexão teve acesso ao atestado de óbito de Jennifer | Foto: Jornal Conexão Comunidade
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