Emanuel Soares: “Hoje é a minha vez de fazer o Diário de Classe da Maria Tomázia”

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Foto: Joice da Rosa
Foto: Joice da Rosa

Diretamente de quem deveria dar o exemplo, vem o péssimo exemplo. Hoje é a minha vez de fazer o Diário de Classe da Escola Maria Tomázia Coelho no Santinho. Em abril passado, os alunos festejaram uma reforma no valor de R$ 215 mil, o que contemplou a construção de um deck. Após 40 dias da visita do prefeito, onde até deu autógrafos, apareceu um buraco na estrutura. Então, imediatamente questionamos a secretaria sobre o problema que foi prontamente resolvido.

Com cinco meses de uso, vários buracos apareceram no deck. O departamento de infraestrutura do órgão disse que houve um problema no projeto e um equívoco do avaliador, que colocou uma ‘ripa’ de madeira mais fina. Essa será a segunda intervenção na estrutura em cinco meses. O problema é sempre o projeto que foi trabalhar doente e não estava bem. Coitado!

Culpar o projeto, como ocorreu com o responsável do departamento dentro da secretaria é fácil. Difícil é o departamento de infraestrutura assumir a própria falha que o projeto não foi revisado e não previu que as crianças iam ter atividades em cima do deck. Se as crianças se machucarem a culpa é da escola e do município.

Não me canso de criticar as autoridades públicas sobre o mau uso do dinheiro. E o caso da Maria Tomázia não é o único. Temos muitas escolas municipais com sérios problemas de infraestrutura. E o deck? Bom, todo o madeiramento será substituído e será colocada uma ripa de 9 centímetros. Será que vai aguentar?