Emanuel Soares: “Empresas monitoram funcionários nas redes sociais”

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Emanuel Soares Colunista DigitalHoje se tornou básico para qualquer pessoa ter uma conta em uma rede social. Para conhecer melhor um funcionário que está sendo contratado ou que já faz parte do quadro, ‘o serviço secreto dos chefes’ vasculha os perfis dos funcionários para entender ele melhor. Eles acham que os trabalhadores não sabem, mas sabem sim. Acontece em qualquer lugar.

Tem chefe, ou gestor, que perde muito tempo fiscalizando seus comandados através do Facebook, Instagram ou Twitter. Esse tempo, que em excesso é perdido, poderia ser aplicado na melhoria dos processos internos que, muitas vezes, são defcitários. Os funcionários que mais se expõe, são os que tem personalidade forte ou batem de frente com os gestores.

Ao site vagas.com.br, Sandra Paula Tomazi Weber, advogada especialista em Direito Digital, afirmou que as empresas sabem quantas vezes você entrou nas redes sociais, cotou férias, olhou e-mails e etc… “O monitoramento pode detectar, por exemplo, que um funcionário deu determinada opinião sobre um produto da empresa nas redes sociais”, diz ela.

Na prática, os funcionários devem respeitar as regulamentações internas das empresas, para evitar um desgaste interno. Por outro lado, não é permitido que a empresa acompanhe as atividades do funcionário nas redes sociais que estão protegidas por configurações de privacidade. Além disso, é ilegal punir o funcionário por utilizar redes sociais ou e-mail pessoal se essa proibição não estiver oficialmente divulgada em algum código de conduta corporativo, manual ou cartilha.

Tem que ter cuidado! Nem tudo o que pensamos dá para colocar no Facebook. Funcionários precisam evitar exposição, até para não dar motivos para uma perseguição de gestores dentro das empresas. Muitos ficam assombrados em não conseguir comandar a massa, por isso vasculham sua vida.