INSEGURANÇA

Comerciantes relatam terror com nova onda de furtos e roubos nos Ingleses

Eles responsabilizam a segurança pública do estado pela falta de efetivo das polícias e inoperância das câmeras de segurança

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Foto: Luzia Vidal /JCC
Foto: Luzia Vidal /JCC

Moradores e comerciantes dos Ingleses fizeram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (5) na esquina da Rua Intendente João Nunes Vieira com a Rodovia João Gualberto Soares.

Cansados de sofrer assaltos e arrombamentos nos comércios, eles resolveram protestar com faixas de alerta e reivindicação por mais segurança. Eles programam uma nova manifestação para a manhã deste sábado (6), às 9 horas em frente ao Mercado Sagáz.

Diversos comerciantes relataram o drama vivido nos últimos meses, foram dezenas de arrombamentos ao comércio de Ingleses e até mesmo situação de assalto à mão armada.

O advogado Maurilio Guedert Júnior falou da importância de responsabilizar os gestores públicos sobre a onda de violência que está tirando o sossego das pessoas no Norte da Ilha.

Há casos de arrombamentos realizados em uma determinada noite e 48 horas depois , os bandidos voltam para arrombar novamente o local.

“O distanciamento do poder público é visível, precisamos cobrar da Secretaria de Segurança Pública do Estado mais estrutura para que a Polícia Militar e a Polícia Civil possam realizar o trabalho, bem como o efetivo funcionamento das câmeras de segurança,” disse.

A problemática da falta de segurança é crescente, os comerciantes estão assustados e reclamam de abandono e afirmam que praticamente todas as noites há um novo caso de arrombamento.

A empresária Carla Santos teve a loja arrombada há 15 dias e dois dias depois os ladrões voltaram, entraram novamente no estabelecimento. Foi um prejuízo de R$ 40 mil.
“A gente cria um terror, cada noite é um ou mais comércio arrombado, nós exigimos uma atitude do secretário de segurança pública,” falou.

Nine Velmada é cabeleireira e teve o salão de beleza arrombado há quatro semanas. O prejuízo foi de R$ 2 mil para repor o vidro da frente do salão.

“Essa onda de insegurança cresceu muito nos últimos 30 dias, nós precisamos que o secretário de segurança dê o suporte necessário ao 21º Batalhão de Polícia Militar e a polícia civil para investigar esses casos”.

O empresário Carlos Renato Soares, cabeleireiro e morador há 20 anos no bairro Ingleses, foi vítima de assalto a mão armada, no estabelecimento comercial onde é proprietário.

“O homem chegou com um capacete, perguntou se eu ainda podia cortar cabelo, quando eu me virei para largar o telefone que eu estava falando com um cliente, ele anunciou o assalto, me pediu para ficar tranquilo que ele só ia levar coisas. Ele levou notebook, mostruário de produtos do salão e mais algumas coisas pequenas.Colocou tudo na mochila e foi embora é uma sensação de impotência total.

Crislaine Vieira de Souza teve quatro tentativas de arrombamento no seu estabelecimento comercial. Na última tentativa, a polícia conseguiu prender o ladrão e ele não ficou preso, pois era tentativa e ele não havia levado nada.

“A gente fica com a sensação de impotência e tem vontade de fazer justiça com as próprias mãos, mas sabemos que isso não é correto e não cabe a nós resolver.

Só queremos que a Secretaria de Segurança Pública olhe mais pelos cidadãos e que traga mais segurança para nós comerciantes que fazemos nosso trabalho correto pagamos impostos, praticamos a lei e ficamos com a consequência do prejuízo.

A área de abrangência do 21º BPM compreende todo o Norte da Ilha até a Barra da Lagoa e tem um efetivo de 150 policiais, sendo que neste número estão contabilizados também PMs afastados por atestado médico e em férias.

Na Polícia Civil flagrantes fora do horário comercial e aos fins de semana, precisam ser encaminhados para o bairro Trindade, ou seja, são viaturas que precisam deixar o bairro e vítimas que precisam se deslocar para poder registrar boletins de ocorrência.

Foto: Luzia Vidal /JCC
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